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terça-feira, setembro 07, 2010

Luz como forma de arte

Além de serem uma maneira economica e ecologicamente vantojosa de iluminar áreas internas e externas, os LEDs são ferramentas indispensáveis no uso criativo da luz. Por sua durabilidade, qualidade e eficiência energética, as lâmpadas de diodo já tem significativa participação em campos que vão desde a decoração interna, iluminação de exteriores e até de verdadeiras obras de arte.

Os LEDs oferecem a possibilidade de valorização do patrimônio artístico, histórico e paisagístico com grande economia. Os interventos com esse tipo de lâmpada proporcionam mínimo impacto ambiental, devido à sua elevada eficiência energética e à natureza de sua tecnologia, que permite iluminar áreas restritas, sem dispersão de luz.

Abaixo alguns exemplos da utilização dessa nova tecnologia na província de Milão, Itália.

Entre dezembro de 2009 e janeiro deste ano, o município de Milão promoveu o Led Light Exhibition Design, uma manifestação artística que incluiu concurso de projetos em iluminação, mostra de enfeites natalinos, arte contemporânea, objetos decorativos, projetos em áreas verdes, iluminação especial em prédios históricos e monumentos. Em alguns casos, pontos tradicionais da cidade foram palco para verdadeiros shows de luz, como o Teatro alla Scala, o Castelo Sforzesco e a Galeria Vittorio Emanuele.






Também em Milão, o artista Antonio Barrese expôs uma instalação cinética chamada Árvore de Luz. Uma estrutura de 30 metros de altura e uma base de 20 metros de diâmetro formada por cabos iluminados por 20 mil LEDs que giram e mudam de cor, formando um imenso cone de luz.



Fotos: Veridiana Dalla Vecchia

sábado, agosto 28, 2010

Economia de energia e alta qualidade: os LEDs podem representar o futuro da iluminação

O uso de lâmpadas fluorescentes vem sendo incentivado no Brasil como forma de economizar energia, emitir menos CO2 e gastar pouco com as contas no final do mês. Mas será mesmo que esta é a melhor escolha?

Em parte essas afirmações são verdadeiras, se compararmos as lâmpadas fluorescentes com as incandescentes. Porém, já há alguns anos uma nova tecnologia vem abrindo mercado e se mostrando muito mais eficiente – ecologica e economicamente. Os LEDs (Light Emiting Diode) oferecem economia energética, mais tempo na vida útil das lâmpadas, alta qualidade luminosa, baixa emissão de CO2 e a ausência de substâncias poluentes.

Formados por diodos de materiais semicondutores, esse tipo de lâmpada emite luz ao ser atravessada por uma corrente elétrica e podem produzir luz de diversas cores – branca, vermelha, laranja, ciano e azul – que misturadas permitem criar uma infinidade de possibilidades dependendo do tipo de semicondutor usado. Segundo Michele di Cesare, proprietário do estúdio de consultoria em iluminação Prolight, de Roma, existem hoje mais de 2 mil tipos de LEDs, que podem ser utilizados para as mais variadas funções. Ele defende que os LEDs podem sanar de forma eficiente qualquer tipo de demanda em iluminação e que, além disso, é uma tecnologia em contínua evolução.

Atualmente, o principal problema para a inserção das lâmpadas LED no mercado brasileiro é seu custo. O preço das LEDs é ainda muito mais elevado se comparado às incandescentes e às fluorescentes. Mesmo que este investimento inicial seja amplamente superado ao longo do tempo devido à economia de energia e à longa duração das lâmpadas, o consumidor ainda resiste em gastar mais, ainda que por um produto melhor.

Quando se fala em lâmpada ecologicamente correta deve-se levar em conta, além do baixo consumo, o seu descarte na natureza. É verdade que as lâmpadas fluorescentes consomem muito menos que as incandescentes, porém as fluorescentes contém mercúrio, substância tóxica que provoca sérios danos à saúde humana, dos animais e do meio ambiente. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) classifica esse tipo de lâmpada como “Resíduo Perigoso” pois, quando quebrada, libera vapor de mercúrio.

A destinação mais apropriada para esse tipo de lâmpada é a reciclagem, mas que, no entanto, é um processo custoso. O preço cobrado pela reciclagem de cada lâmpada fluorescente pode variar de R$ 0,50 a R$ 0,70, segundo dados recolhidos em 2008 pela Procuradoria Geral da República em proposta para implementação de descarte das lâmpadas com vapor de mercúrio da sede da PGR. No Brasil, hoje, estima-se que 94% das fluorescentes sejam descartadas em aterros sanitários sem nenhum tipo de tratamento. Os LEDs podem ser uma alternativa de substituição das lâmpadas incandescentes com maior economia de energia e sem o problema de descarte, já que não possuem materiais tóxicos em sua composição.

Alguns críticos dos LEDs diziam que a quantidade de energia utilizada para fabricar os LEDs anularia sua vantagem ecológica. Porém, o estudo "Avaliação do Ciclo de Vida de Iluminação", publicado ano passado pela fabricante alemã de lâmpadas Osram (que produz os três tipos de lâmpadas), mostrou que a energia consumida durante a produção de uma lâmpada, seja ela LED, incandescente ou fluorescente corresponde a aproximadamente 2% da demanda total de energia de seu ciclo de vida. As lâmpadas LED provocam menor impacto ambiental do que lâmpadas incandescentes e fluorescentes mesmo quando a energia utilizada durante o processo de fabricação é levada em conta na equação. A avaliação incluiu todos os componentes e processos de produção das lâmpadas durante cinco fases: produção de matéria-prima, fabricação e montagem, transporte, utilização e fim da vida.

Por se tratar de uma nova tecnologia, ainda existem dúvidas no uso de LEDs em algumas áreas, como por exempo na iluminação pública, porém já se registram casos de emprego de LED com grandes vantagens. Os LED são ideais para ambientação e destaque de detalhes, pois permitem a iluminação decorativa de casa e jardim praticamente eliminando custos de energia e manutenção. Por emitir luz direcionada, oferecem excelentes resultados nos casos em que a área deve ser iluminada por lâmpadas do tipo spot. Hoje, as lâmpadas LED já possuem alto nível de eficiência e essa qualidade tende a aumentar ainda mais, ampliando seus usos e diminuíndo custos.

quarta-feira, junho 30, 2010

Descrescer para sobreviver

A Comissão Européia publicou em 17 de junho relatório mostrando o quanto a Europa caminha para a escassez de 14 matérias-primas essencias para seu desenvolvimento tecnológico. O documento cita várias medidas que devem ser tomadas para continuar a ter acesso a esses minerais. Em nenhum momento propõe ou sugere a possibilidade de reduzir os níveis de produção ou de mudanças econômicas profundas. Entende-se pelo texto que o crescimento não pode parar. Mas essas matérias-primais mais cedo ou mais tarde acabarão.



Antonio Tajani, vice-presidente da Comissão Européia e responsável pelo setor de Indústria e Empreendedorismo, afirmou que a lista dos minerais deverá inspirar iniciativas para fazer com que a indústria possa se refornecer das matérias-primas que necessita. “Precisamos de fair play dos mercados externos, de um válido quadro para assegurar uma extração sustentável na União Européia e de maior eficiência no uso dos recursos e na reciclagem.”

A Europa pede fair play, o que provavelmente significa que vai querer acesso facilitado aos recursos naturais que não possui. Riquezas concentradas principalmente em países rivais em termos comerciais, como China, Rússia, Brasil e Índia, ou em lugares instáveis como a República Democrática do Congo e Ruanda. A lista dos minerais “em extinção” no velho continente inclui antimônio, berilho, cobalto, espatofluor, gálio, germânio, grafite, índio, magnésio, niobio, platinoides (PGM = Platinum Group Metals), terras raras (grupo de 17 elementos químicos), tantálio e tungstênio. Segundo as previsões, até 2030 a demanda de vários desses minerais poderia triplicar em relação a 2006.

Para solucionar o problema, o relatório prescreve medidas como interventos políticos para deixar mais eficaz a reciclagem, pesquisa para substituir algumas matérias-primas e aumento da eficiência dos materiais. Sempre visando à continuidade ou ao crescimento dos índices de produção. As medidas apresentadas no máximo deslocarão o problema para o futuro, talvez bastante próximo, mas não resolvem a questão, que é muito mais profunda, abrangente e urgente.

PIB versus qualidade de vida

Vários estudos apontam que seria preciso de três a seis planetas para proporcionar o modo de vida ocidental a todos os habitantes da Terra. Para o filósofo e economista francês Serge Latouche, apesar de a eficiência ecológica ter aumentado de maneira notável, a perpetuação do crescimento provoca uma degradação global. “As reduções de impactos e de poluição por unidade produzida são sistematicamente aniquiladas pela multiplicação do número de unidades vendidas e consumidas, fenômeno que se denominou efeito rebote”, diz o economista em O Decrescimento como Condição de um Sociedade Convivial. “Ter fé cega na ciência e no futuro para resolver os problemas do presente é contrário não só ao princípio da precaução, mas também simplesmente ao bom senso. No entanto, é o que fazemos com o nuclear, acumulando resíduos potencialmente perigosos para os séculos futuros sem perspectiva de solução.”

O economista e matemático romeno Nicholas Goergescu-Roegen afirma que a única forma de preservar e alongar ao máximo a sobrevivênca da espécie humana é uma mudança de comportamento de toda a sociedade, a começar pelos países ricos. Segundo ele, qualquer produção de bens materiais diminui a disponibilidade de energia no futuro e, portanto, de possibilidade de se produzir outras coisas materiais. Georgescu observa que não somente a energia se degrada, mas também a matéria (fato até hoje pouco observado pela economia ortodoxa). Uma vez dispersos no ambiente, os materiais antes concentrados no subsolo podem ser reutilizados no processo econômico somente em quantidades muito menores e com custos muito mais elevados. Sua teoria, conhecida como bioeconomia (ou economia ecologica), baseia-se na biologia e na física, em particular no segundo princípio da termodinâmica, que explica a irreversibilidade de certos processos físicos com o consequente aumento da entropia.

Vários teóricos defendem que a única forma de salvação da humanidade é o “descrecimento” (conceito criado a partir das teses de Georgescu, que datam da década de 1960), idéia oposta ao pensamento econômico ortodoxo que indica o crescimento economico e produtivo como forma incontestável de melhorar a qualidade de vida da sociedade.

Entre os principais defensores do decrescimento está Latouche. Segundo ele, o primeiro passo para uma mudança de paradigma é a desvinculação entre produção de bem-estar e Produto Interno Bruto (PIB). Neste sentido, já há alguns anos iniciativas vem sendo colocadas em prática, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), criado pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq com a colaboração do indiano Amartya Sen (ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998). Funciona como um contraponto ao PIB per capita: o IDH mede, além do aspecto econômico, os níveis de educação e saúde dos países analisados. Hoje, é a medida mais usada para medir o desenvolvimento humano, apesar de ainda receber muitas críticas. Se diz que o IDH distorce alguns dados, pois uma pequena variação, por exemplo, no índice de alfabetização de adultos de um país desenvolvido pode fazer com que ele perca muitas posições na lista. Poucos colocam em dúvida, no entanto, que o índice seja extremamente útil para monitorar os progressos nos países mais pobres.

Amartya Sen faz parte, desde 2008, de uma comissão convocada pelo presidente francês Nicholas Sarkozy para estudar possíveis alternativas ao PIB. O grupo – formado por mais de 20 pessoas, entres ele o prêmio Nobel Joseph Stiglitz, o economista francês Jean-Paul Fitoussi e o presidente do Instituto Nacional de Estatística da Itália, Enrico Giovannini – pretende levar em conta os problemas ligados às mudanças climáticas e à sustentabilidade dos países. Segundo a comissão, medir a qualidade de vida de uma população requer parâmetros de pelo menos sete categorias: saúde, educação, ambiente, ocupação, bem-estar material, relações pessoais e participação política. Na avaliação da equipe, qualquer país que quiser realmente melhorar a vida de sua população deve investir seriamente e principalmente na distribuição igualitária da riqueza material e dos bens sociais, além de promover a sustentabilidade econômica e ambiental.

Publicado originalmente em Herodotos Report

segunda-feira, junho 21, 2010

A independência energética americana

O presidente Barack Obama diz que os Estados Unidos precisam inovar e serem independentes do petróleo de importação. Mas os últimos oito presidentes falaram o mesmo! Veja o vídeo (em inglês) do comediante Jon Stewart.

The Daily Show With Jon StewartMon - Thurs 11p / 10c
An Energy-Independent Future
www.thedailyshow.com
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terça-feira, abril 13, 2010

Energy [R]evolution

Il rapporto "Energy [R]evolution 2008", del Greenpeace, mostra che fronteggiare i cambiamenti climatici investendo in efficienza energetica e fonti rinnovabili aiuterà anche l'economia.

Leggi la sintese in italiano oppure la versione integrale in inglese.
 
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