Mostrando postagens com marcador itália. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador itália. Mostrar todas as postagens

terça-feira, setembro 07, 2010

Luz como forma de arte

Além de serem uma maneira economica e ecologicamente vantojosa de iluminar áreas internas e externas, os LEDs são ferramentas indispensáveis no uso criativo da luz. Por sua durabilidade, qualidade e eficiência energética, as lâmpadas de diodo já tem significativa participação em campos que vão desde a decoração interna, iluminação de exteriores e até de verdadeiras obras de arte.

Os LEDs oferecem a possibilidade de valorização do patrimônio artístico, histórico e paisagístico com grande economia. Os interventos com esse tipo de lâmpada proporcionam mínimo impacto ambiental, devido à sua elevada eficiência energética e à natureza de sua tecnologia, que permite iluminar áreas restritas, sem dispersão de luz.

Abaixo alguns exemplos da utilização dessa nova tecnologia na província de Milão, Itália.

Entre dezembro de 2009 e janeiro deste ano, o município de Milão promoveu o Led Light Exhibition Design, uma manifestação artística que incluiu concurso de projetos em iluminação, mostra de enfeites natalinos, arte contemporânea, objetos decorativos, projetos em áreas verdes, iluminação especial em prédios históricos e monumentos. Em alguns casos, pontos tradicionais da cidade foram palco para verdadeiros shows de luz, como o Teatro alla Scala, o Castelo Sforzesco e a Galeria Vittorio Emanuele.






Também em Milão, o artista Antonio Barrese expôs uma instalação cinética chamada Árvore de Luz. Uma estrutura de 30 metros de altura e uma base de 20 metros de diâmetro formada por cabos iluminados por 20 mil LEDs que giram e mudam de cor, formando um imenso cone de luz.



Fotos: Veridiana Dalla Vecchia

sexta-feira, julho 23, 2010

Mais de 1 milhão e 400 mil assinaturas pela água pública

Na Itália, uma campanha contra a privatização da água já recolheu 1,4 milhão de assinaturas. É o maior número de apoiadores já alcançados em uma consulta popular na história da república italiana. O organizadores pretendem conseguir um total de 25 milhões de assinaturas até o final de março do próximo ano, quando deverá ser realizado referendo oficial sobre o tema.



"1.401.492 assinaturas recolhidas. Aqui começa a aventura."

sexta-feira, maio 21, 2010

Aviso aos administradores italianos sobre o crash do petróleo

Com o objetivo de alertar os entes públicos italianos para a alta possibilidade de um crash petrolífico, a sessão italiana da Aspo (Association for the Study of Peak Oil) enviou, no início deste mês, uma carta aberta aos administradores municipais e regionais informando sobre a ligação entre a crise econômica e a disponibilidade de petróleo hoje no mundo.

Obviamente, não é um assunto de interesse apenas da Itália. Conforme a Aspo, se não revisarmos urgentemente nosso modelo de desenvolvimento, baseado em um crescimento material infinito, não evitaremos o colapso.

Segue um resumo da carta traduzido para o português (aqui a versão integral, em italiano):

"A disponibilidade de petróleo a baixo custo é em declínio

Existem razões muito fundadas para afirmar que a crise financiária - partida em 2007 em modo gradual e evoluída em 2008 para um verdadeiro e próprio redimensionamento da economia global - tenha origem em grande parte da incapacidade de extrair petróleo a custos suficientemente baixos, tais da sustentar o crescimento imposto pela economia de mercado.

A enésima crise e a consequente diminuição do consumo teve o efeito, sem dúvida temporário, de desacelerar o déficit de petróleo, obviamente às custas de um relativo empobrecimento de muitos países e das camadas mais desvantajadas de suas (e sempre crescentes) populações; a atual estabilização dos preços do barril acima de 80 dólares testemunha porém que os fundamentos desencadeados não foram modificados.

A relativa e modesta recuperação em curso não poderá que acentuar e aproximar o momento no qual a oferta de petróleo não vai mais fazer frente à demanda mínima suficiente a sustentar o crescimento necessário a um desenvolvimento harmônico e ao bem-estar difundido.

A propria Agência Internacional para a Energia (AIE) e o governo dos Estados Unidos publicaram pela primeira vez uma advertência que, se bem interpretada e seguida de ações adequadas, poderá ajudar pelo menos a atenuar os efeitos do próximo crash petrolífico.

A nossa associação se permite sugerir uma particular atenção não apenas ao evento previsto, mas também a sua colocação no tempo, que é extremamente próxima (em 2 ou 3 anos) e que de fato rende dificilmente proponíveis e praticáveis programas de reconverção a curto tempo do sistema energético e tecnológico.

A saída é no entanto lenta e longa e deve ser percorrida logo. E necessita de um forte empenho da parte de todos os níveis de governo e administrações relativas à produção de energia através de fontes renováveis, à economia e eficiência energética e ao transporte sustentável."

sábado, maio 08, 2010

A “opção” nuclear

Valendo-se da preocupação com o aquecimento global e com a segurança energética, mais uma vez a “opção nuclear” volta a ser assunto. E agora tem o apoio de James Lovelock, o pai da Teoria Gaia, que entende o universo como um organismo vivo e que já foi ferrenho adversário dessa forma de produção de energia. Em seu novo livro, Gaia: Alerta Final (editora Intrínseca, 2010) ele defende que não há tempo para esperar outro formato eficaz para reduzir as emissões de poluentes.

Brasil e Itália anunciaram ano passado a ampliação de seus parques nucleares. Em nome da “segurança energética”, apostam em um tipo de tecnologia controversa, que ainda comporta inúmeras incertezas. O governo brasileiro pretende aumentar a capacidade nuclear com a instalação de Angra 3 até 2012 e com a construção de quatro novas usinas até 2030, conforme propõe o Plano Nacional de Energia 2030, apresentado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O nuclear pode ser a solução para o aquecimento global: esse foi o mote para reativar a indústria do setor, que vinha há anos perdendo credibilidade. Conforme o Relatório para o Desenvolvimento Humano 2007-2008, publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a energia nuclear é responsável hoje por 17% da eletricidade produzida no mundo. Na Europa, a quota nuclear de potência elétrica instalada caiu de 24% em 1995 para 16% em 2008, segundo afirmou à WWF o professor de Química da Universidade de Bolonha Vincenzo Balzani. Sobre a possibilidade de se reduzir a emissão de CO2 ao optar pelo nuclear, Balzani pondera: “não é racional resolver um problema com uma solução que abre outros e mais graves problemas”.

Para Lovelock, os riscos são pequenos. De acordo com ele, no pior desastre provocado pela radiação nuclear, Chernobyl, morreram 70 pessoas. Ou o pai da Teoria Gaia está querendo nos enganar ou está se enganando. O número de mortos no momento do acidente ou pouco tempo depois foi 70 (há fontes que falam em 58), mas quantos são os que ainda estão morrendo por causa da irradiação? Quais são as reais consequências de um desastre como esse para a saúde humana? Um estudo do Fórum de Chernobyl – formado por agências da ONU e entre elas a Agência Internacional de Energia Nuclear (Aiea) – estima em 4 mil as vítimas de cânceres provocados pela radiação. Além disso, mais de 135 mil pessoas tiveram que ser evacuadas, deixando tudo para trás, e até hoje não puderam voltar para suas casas.

Obviamente a usina de Chernobyl não pode ser tomada como referência quando se fala de segurança. Porém, apesar dos renovados esforços da indústria nuclear em apresentar sua tecnologia como segura, pequenos acidentes em instalações nucleares em diversos países continuam a demonstrar que esta tecnologia oferece constantes riscos que podem trazer conseqüências ao meio ambiente e à humanidade, por centenas e milhares de anos. Sem falar que o armazenamento do lixo radioativo gerado pelas usinas ainda é um problema sem solução.

O jornalista suíço Serge Enderlin, em seu livro reportagem Black Out (editado na Itália pela Il Saggiatore), publicou alguns dados sobre a maior instalação nuclear em construção na Europa: a terceira central de Olkiluoto, na Finlândia. A usina está sendo realizada pela francesa Areva, líder mundial do nuclear civil, e custaria oficialmente 3 bilhões de euros – valor que já foi dobrado e que está novamente sendo revisto devido a inúmeros contratempos na obra. Segundo a TVO (a companhia energética finladesa), seus 1600 megawatts servirão apenas para suprir o aumento da demanda dos próximos dez anos.

Na prática, a primeira central nuclear a ser construída no mundo depois do acidente em Chernobyl enfrenta problemas. A conclusão da obra, prevista para 2009, deverá ocorrer em 2013. Muitos mal funcionamentos vem sendo denunciados por diversas ongs, entre elas o Greenpeace, que acusa a Areva de não respeitar mínimas condições de segurança. Enderlin reproduz em seu livro conversas com operários que trabalham na construção, em sua maioria poloneses e lituanos, “que custam menos”, e que estão muito contentes de ganharem seus mil euros mensais, mas que admitem não ter tido nenhum tipo de treinamento especial para trabalhar em uma obra do gênero.

De acordo com a TVO, o cimento que reveste o reator já teve que ser trocado três vezes devido à sua baixa qualidade. As relações entre a companhia energética finlandesa e a Areva agora estão na justiça, já que alguém deverá pagar pelas falhas que custam milhões de euros. Enderlin passou meses tentando contatar a Areva, em vão.

O urânio não é infinito e, segundo diferentes fontes, com o nível de extração atual, o mineral pode durar de 50 a 100 anos. Se levarmos em conta que hoje, no mundo, existem mais de 200 centrais em construção, programadas e propostas, quanto do minério ainda restará? Algumas centrais terão vida mais longa do que a matéria-prima que as fazem funcionar ou que as empresas que as controlam. E o que será feito depois dessas usinas? Quem ficará responsável pelas perigosas e já não rentáveis geringonças?

As companhias proprietárias de quase metade dos reatores nucleares nos EUA não estão reservando dinheiro suficiente para desmantelá-los, segundo investigação da Associated Press. O governo americano autorizou 19 usinas nucleares a paralisar seus reatores por até 60 anos, mas isso também cria riscos, como possíveis vazamentos ou roubos de bastões de combustível nuclear.

Alguns analistas temem que as empresas talvez nem existam daqui a seis décadas. “Tememos que elas simplesmente ‘tirem o corpo fora’ do problema”, disse Jim Riccio, analista do Greenpeace para política nuclear. E se elas não existirem mais, quem vai responder pelo desmantelamento dos reatores? Mais uma vez os governos?

“De todas as fontes de energia existentes, a nuclear é a única que coloca em jogo a sorte das futuras gerações por muitos e muitos anos”, diz Enderlin, lembrando que hoje, 57 anos depois que a central experimental de Arco, no estado americano de Idaho, entrou em funcionamento, ainda não se tem uma solução para a estocagem das escórias.

Texto originalmente publicado em Herodotos Report.

sexta-feira, abril 23, 2010

O futuro do abastecimento de energia passa pelas smart grids

Na Feira Industrial de Hannover, que começou neste segunda-feira (19), as redes inteligentes de energia são apresentadas como solução para o uso eficiente da eletricidade gerada por vento, sol e biomassa.

Conforme reportagem de Henrik Böhme, publicada pelo sítio Deutsche Welle, no dia 21, não basta a construção de turbinas eólicas e de painéis solares para a Europa atingir a meta de diminuir em 20% as emissões de gás carbônico até 2020. É preciso também viabilizar uma conexão inteligente entre as redes elétricas. As smart grids, ou redes inteligentes, canalizam e redistribuem continuamente a energia provinda de pequenas usinas eólicas ou solares. Quando há muita energia na rede, ela é armazenada em baterias, sendo posteriormente liberada, quando necessário.

É claro que esse sistema requer um gigantesco investimento – somente na Europa, será necessária uma injeção de 400 bilhões de euros nos próximos 20 anos, diz a Comissão Europeia. Segundo a matéria da Deutsche Welle, na Itália e na França, a adoção de medidores de eletricidade inteligentes já é incentivada há algum tempo. Empresas japonesas investiram bilhões na construção de novas redes. O governo dos Estados Unidos também liberou verbas bilionárias para projetos-piloto. E a Alemanha está investigando algumas regiões-modelo, para verificar como a ideia das redes inteligentes pode ser implantada.

Leia a matéria completa.
 
Copyright 2009 Ânimo Solar. Powered by Blogger Blogger Templates create by Deluxe Templates. WP by Masterplan